segunda-feira, 3 de maio de 2010

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1) Parado, Infiel!
2) Você segura esse rifle tão perto porque lembra o pénis do seu pai?
3) Ah, merda! é verdade!
4) Cho!

A psicanálise é mais interessante fora do divã. Todos temos as nossas fraquezas.

Dois Selos e Um Carimbo



“Dois Selos e um Carimbo” é o novo álbum dos Deolinda – banda portuguesa distinguida em Abril com o Prémio Revelação, pela revista britânica Songlines.

A banda de que se tornou conhecida com o álbum “Canção ao Lado” está ai de novo, portanto, com um novo trabalho.

Eu pessoalmente aprecio bastante Deolinda. O cariz popular da música ora mais alegre ora menos alegre – com sonoridades que por vezes tocam as raízes do fado descontraidamente - é bastante cativante. Mas, mais do que isso, eu destacaria as letras – para quem gosta de desfrutar de estórias cantadas quando ouve música, aconselho vivamente Deolinda.

Estas são as canções que marcam presença no álbum “Dois Selos e um Carimbo”:

Deolinda estreiam Dois Selos e Um Carimbo: ouça aqui a música nova - Se uma Onda Invertesse a Marcha 
Um Contra o Outro 
Não Tenho Mais Razões 
Passou por Mim e Sorriu 
Sem Noção 
A Problemática Colocação de Mastro 
Ignaras Vedetas 
Quando Janto em Restaurantes 
Entre Alvalade e as Portas de Benfica 
Canção da Tal Guitarra 
                                                      Patinho de Borracha 
                                                      Há Dias que Não São 
                                                      Fado 
                                                      Uma Ilha 


Para terminar deixo aqui a canção para a qual já foi feito um clip – o qual, eu acho, está muito bom mesmo e remete bem para o “espírito de rua” português.

domingo, 2 de maio de 2010

(500) Days of Summer

"This is a story of boy meets girl. But you should know up front, this is not a love story."



500 dias, que vão aparecendo alternadamente, chegam e sobram para nos dar a conhecer esta história sobre o amor. Destaca-se especialmente a maneira original como nos é contada, que, por isso, às vezes faz lembrar Amélie Poulain. É, para além disso, um filme agradável à vista, - por causa do guarda-roupa, das cores e dos actores em si - e também aos ouvidos - porque temos uma banda sonora fofinha.


Para os que já desistiram de romances porque estes são demasiado never-never land, não me parece que essa desculpa se aplique aqui. Não deixa de se inserir no estilo, mas experimentem. É possível que se identifiquem um bocadinho que seja com alguma das personagens.

Fica o trailer:


"Mantém-te Original" ?

A Sumol está ai com uma nova campanha publicitária cujo slogan é o de “Mantém-te Original”.

A campanha tem a sua piada, os textos são engraçados, as imagens que os acompanham também.

No entanto não acho que se encontre nem perto do excelente. Primeiro porque toda a originalidade a que apela a campanha não se trata de originalidade na sua verdadeira acepção. O facto de não usarmos gravata, de não irmos por o lixo à rua, de não termos carro faz parte do nosso “grupo social”, o de sermos jovens. E o que é rumar contra a corrente afinal? sair a noite, chegar tarde, vestir-se como bem se quer, partilhar a intimidade, ser revolucionário – ora..onde está a originalidade disto digam-me lá – é nisto que consiste o rumar contra a corrente? Eu diria que isto é apenas ser-se jovem, tipicamente jovem… pode ser divertido, não digo que não (isso fica ao critério de cada um), pode ser refrescante, mas original… enfim…

Bem, mas o que me chamou atenção na campanha nem foi isso. Comecei a ler os cartazes e, como já referi, até achei uma certa piada. Deixo aqui alguns deles:

        




       

Como podem reparar existe uma sequência de ideias. A ideia, como já devem ter percebido, é: a Sumol dá a frase grande – a “de um dia” bla bla bla – e o que está transmitido nessa frase é aquilo que futuramente não queremos fazer ou em que não nos queremos tornar. Ok, tudo bem, as frases até que são meio originais.
Eis então que chega um cartaz que diz: “Um dia vais perceber que a tua intimidade não é para todos”. 


Ora, seguindo a sequência de ideias de todos os cartazes publicados por ai pela Sumol, a ideia que retiro deste cartaz é que, no futuro, não vou querer partilhar a minha intimidade com qualquer um…isto põe-me a pensar – “mas que raio? Então eu devo partilhar a minha intimidade, enquanto jovem, com todos é?” bem, eu acho que não, até porque dá a ideia de que somos uns vadios que saltamos por ai de cama em cama – bem, eu não aprecio que rotulem a juventude assim. Só por isto já fiquei aborrecida com a campanha da empresa dos sumos.

Bem, termino por aqui – já desabafei a minha consternação face a esta campanha.

E, se fizerem o favor, vamos manter-nos originais criativamente. Farras não são sinónimo de originalidade – acho que conseguimos aproveitar melhor a nossa bela juventude : )

^^


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Lingua Portuguesa

Imaginemos uma situação, onde um individuo (A) pergunta a um outro (B) (que se ecnontra a comer sopa):
"Estás a comer sopa??"
Ao que B responde:
"É canja!"

Podemos observar que é notável o quão confuso o A pode ficar com esta resposta, pois poderá significar:

- é extremamente fácil comer a sopa
- por ser canja (tipo de sopa) é que o B está a comer tal

Ao que também poderá ser uma resposta de extremo mau gosto, se o A tiver alguma deficiência na boca, e não conseguir comer sopa normalmente.


:D